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A mostrar mensagens de Abril, 2008

Grito Mudo

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Vai! É agora! Respira, agora podes respirar! Nada se pode impor no teu caminho! Liberta-te das correntes! Corre! É agora! Abre as janelas, refresca a alma, cai na fraqueza tão desejada! Deixa o vento correr por ti, ouve as suas histórias! Deixa-te voar... vá lá... só hoje, só um bocadinho... Fica um segredo só nosso! Agarra no lápis, deixa sair o coração, o sentimento tocar-te-á! E as palavras aparecerão! . Preciso de escrever, para rebentar de mim. Desabrochar o meu ser, desvendando a minha existência a alguém, ou até a mim própria! Levanto o véu, mostrando o que é impronunciável para a minha boca, deixando em palavras metades de mim mesma! E dou a voz ao silêncio! Mergulho em sonhos conhecidos por ninguém, que teimam em me fazer viver no limite da fronteira que separa a lucidez da loucura. Finjo que o céu perdeu toda a altura! E por momentos resumo-me a um mito considerado complexo em busca de algo que não sei se existe! Talvez seja por isso que lhe dão o nome de descoberta! Incessantemente aprendo a ve…

Refugio ou Engano?

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Quero tocar-te, porém, é impossível alcançar o invisível. Quero chegar-te no azul do dia, mas há barulho, há movimento, e tu estás no meio da multidão que não posso tocar. As minhas lágrimas quiseram conhecer o mundo, os meus ouvidos fizeram tudo para ouvir o teu coração. O Teu Coração. O meu corpo decidiu dizer “Olá” ao teu colo. Adormeci e vivi o teu sonho, parei o tempo com o meu simples querer.
. Existes! Não existes!
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Vi nos teus olhos transparentes, tempestades e gritos de silêncio ensurdecedores, com a minha mão toquei o teu rosto invisível, senti a tua pele já quente, mas tão fria. Sinto-te sem te tocar.
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Existes! Não existes!
. Mostraste-me um Mundo. Abriste-me portas. Conheci a voz e o calor! Cativaste-me sem nunca me conhecer. Desculpa, mas não vejo o invisível. Destruis-te sem mãos o mundo que me mostras-te! Outros momentos virão... Agora deixaste-me sozinha... Com a tua canção. . Existes! Não existes!
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Vais quere-la de volta! Vais flutuar! Com um sorriso na cara! Com os teus olhos de água! Vais …

Meu Raio de Sol

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Ainda era dia, quase noite, era só ele que ia na estrada. As luzes da cidade, dos carros, dos prédios, dos centros comercias iluminavam as ruas, as pessoas, as mentes, tudo!
Mais um dia (quase noite) passado, sempre a olhar para tudo, a ver todos aqueles dias já passados, a sentir todas aquelas coisas já sentidas. Cada noite, um banco diferente, de um jardim diferente.
Mas ele nem sempre foi assim, nem sempre viveu na rua. Antes existiam sonhos. Antes havia aquela música
“You are my Sunshine”.
Aquela música que lhe aquecia o coração, cantada pela mãe, que o adorava mais que tudo, num tom de voz amoroso, que mesmo não a entendendo aquecia-lhe o coração, e assim deixava-se embalar com aquele ritmo lento e baixinho. Talvez a canção fosse uma súplica da mãe a Deus, para lhe proteger o seu filhote, porque nos tempos que correm amor só, não chega! Seja como for não lhe valeu de muito.
Parecia ser tudo tão pouco... e era tanto!
Depois vinha o dia seguinte. Livros na mão, mochila ás costas e um ra…