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A mostrar mensagens de Dezembro, 2010
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Deambulo pelos bosques selvagens, que outrora foram meus. Foram meus quando acreditava na pureza das árvores e das águas cristalinas que por aqui correm, Enquanto não corrompi o corpo e a alma com pensamentos.

Fui, então, banida por esta minha arrogância semelhante à de Ícaro,
De não querer ser igual aos demais,
(tristes subordinados)
De não querer crescer a não esperar mais que a chuva ou o sol, De querer senti-los, tê-los para mim…
De ter dado a mão a Apolo e atravessado os céus,
De caberem nas minhas mãos os dias e as noites,
Da inveja dos outros por terem as mãos demasiado pequenas para me agarrarem a mim.
E da inveja dessas árvores, que não têm mãos.
E quem me convence que não voo mais alto?
E porque me querem no chão?
E porque querem que eu sonhe os vossos sonhos?
Esse bosque selvagem onde viveis,
Foi meu já em tempos distantes,
Foi o ventre que me deu à luz,
Foi o ventre de onde fugi e me escondo,
Pois quando me sentei ao meu lado e me permiti a pensar…
Percebi que nada, à minha volta, era meu…
E, …