Laços


Um pátio, um parque, uma lágrima, um sorriso...
Aquele jogo desenhado no chão... a relva molhada.
Sempre esteve lá... ainda está aqui...
As mãos que se apertavam com a alegria e espontaneidade de se ser criança.
As descobertas...
O Horizonte que parava no olhar à espera de algo...
A euforia de ir brincar com a lua,
De ser criança...
De crescer...
O medo da escuridão, desperto pela noite...
A procura do conforto.
A procura da luz.
Os segredos...
O choro de um...
O choro do outro... o choro dos dois.
Carinho inesperado,
Gestos ingénuos.
A bicicleta, o vento a bater na cara.
O lencinho,
A alegria. O pião que girava... girava...
Girava...
Sem pensar nunca na mudança...
A alma a transbordar de sentir.
A roupa que já não serve.
Mãos que se largaram lentamente.
O romper do tiro que fez começar a corrida...
Saindo do mesmo ponto de partida.
Laços nunca rasgados...
Vidas para sempre entrelaçadas,
Seguindo apenas caminhos diferentes.
Ansiando metas ainda distantes...
Como o jogo marcado no chão,
Como a relva molhada,
Como o escuro, os medos, as lágrimas,
Como o sorriso.
Que existia por sermos nós,
Porque éramos crianças,
Porque somos crianças,
Porque seremos crianças, até o Horizonte desaparecer do olhar.
Que assim seja para sempre!

Rita Oliveira
17-05-2008

Comentários

E o autocarro?
lol andas-me a mentir :D
na brinca.
todos nós queremos brincar com a lua, tentar chegar ao sol e as estrelas (e ser atropeladas por um triciculo :D).
Somos e seremos sempre crianças. (mesmo sendo adultos... basta ter capacidade de sonhar...)
Rita beijnhos,
Marta
Cátia disse…
Bonitos textos que escreves:)
Faz todo o sentido.

A inocencia é a fase mais linda da vida.
Continua.
Beijo*

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