Amar-te


Amo-te como em dias de sol quente e não como em dias de nevoeiro.

Não te amo como se tivesse dentro de quatro paredes a prenderem-me a alma, mas sim como se fosse livre e dançasse como se ninguém me visse.

Amo-te com a mesma força do último crepúsculo de luz que insiste em aparecer no fim do dia e não como a escuridão que me penetra na mente e me sufoca as entranhas em dias de aperto.
Amo-te não obstante do passado e criadora do futuro.
Por ti apago-o, apago-o e inicio-me de novo numa espécie de folha em branco.

Mexe-lhe tu, escreve tu, deixo-me em ti…

Não seremos um só, seremos dois juntos e juntos seremos mais.

Que os teus dedos se entrelacem para sempre nos meus, que as rugas do tempo as apartem.

Amo-te com a mesma força com que o mar bate nas rochas gritando pela plenitude e ao mesmo tempo com a suavidade com que chega a areia.

Amo-te com a força da conquista que se impôs traiçoeira à minha alma e não pelo simples facto de querer.

Amo-te sem intenção…

Amo-te… olha, porque te amo.

Amo-te tão suavemente como quando os nossos lábios se encontraram e aprenderam a dizer “amo-te”.
Amar-te-ei no dia em que acordar e não me encontrar em mim, eu não serei eu, tu não serás tu. Dir-te-ei o que ainda não te disse até hoje: “Amo-te”.

E amanhã quando acordarmos, vais tocar-me no ombro, vais esperar que acorde e que te fale baixinho ao ouvido…

Amei-te ontem, amo-te hoje, e amar-te-ei sempre, como a flor que desabrocha à noite molhada pela chuva…
Pode ser?


Rita Oliveira
17-02-09

Comentários

Pedro Ferraz disse…
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